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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Divagando sobre crianças....

   Ao dar as minhas aulas... às vezes me deparo com certos problemas e me questiono como resolvê-los.
   Como ajudar uma criança que reconhece os sons mas não sabe escrever palavras? Que conhece as letras mas não as sabe juntar para formar palavras?
   O que fazer a uma aluno bom que já é meu explicando há muitos anos, alíás começou a carreira estudantil comigo e posso considerá-lo o meu exemplo de aluno, por ter conseguido aprender todos os ensinamentos que lhe dei desde a higiene do caderno, a uma letra cuidada, a uma leitura excelente e consequentemente uma interpretação boa e de repente num dia qualquer me troca tudo... e parece que já se esqueceu tudo?
 Ao corrigir este trabalho fiquei na dúvida se me ria ou se ralhava... optei por me rir.. o que fazer???
    Ter a possibilidade de conseguir ensinar outro ser a crescer, a ler, a escrever faz-me uma mulher realizada, plena como ser humano.
    Nestes desafios do meu dia- a -dia eu tiro a força de continuar.
  

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Como ensinar o seu filho a vestir-se


Ensine o seu filho seguindo naturalmente cada etapa de acordo à sua idade... Ceda à brincadeira de ele se vestir... mesmo que ele apareça com tudo ao contrário.... faça do aprendizado uma brincadeira..

Mas deixo-vos aqui algumas sugestões
Como ensiná-lo a vestir-se?
A partir dos 3 anos, as crianças começam a querer vestir-se sozinhas, combinando cores e peças de roupa.
Esta fase, mais uma das muitas que se seguirão na sua vida já começou, na realidade, muito antes... por volta do primeiro ano! O desenvolvimento do seu filho é constante e desde que começou, com um ou dois anos a querer comer sozinho, passou por várias etapas.

Aos 2 anos, por exemplo, começou a cuidar da sua higiene e começou a despir-se sozinho. Mas o grande problema começa quando, numa tentativa de independência, tenta vestir-se sozinho. Aí, aparecerão obstáculos que irão necessitar, obrigatóriamente, da sua ajuda.

Uma ajudinha...

A autonomia que a criança necessita e irá procurar incessantemente iniciou-se muito antes, mas quando chega à fase em que deseja vestir-se sozinha,e a ajuda, é especialmente, a paciência dos pais que é ainda mais importante. Já sabemos que irão surgir dias em que aparecerá com uma meia vermelha e outra azul ou com a camisa do avesso. A solução: prepare não só a roupa mas também a criança para este passo tão complicado que agora tenta dar.

Eis algumas das regras que pode seguir:

Identifique a ordem da roupa através de um desenho, com peças de roupa soltas em cima da cama. Explique-lhe como se deverá vestir: Primeiro será a roupa interior, depois as meias... as calças e a camisa, e por aí... Explique-lhe que todas as peças têm uma parte direita e um avesso. Mostre-lhe as costuras para que saiba que deverão ficar para o lado de dentro.

Mostre-lhe que cada camisa tem uma frente e umas costas. Se a camisa tiver etiqueta, ajude-a a diferenciar cada um destes lados. Caso contrário, marque com um ponto as costas. Assim, a criança mais facilmente identificará cada um dos lados. Depois do jantar, e de modo a poupar tempo na manhã seguinte, prepare-lhe a roupa que vestirá no outro dia, sempre com a ajuda da criança. Coloque as peças por ordem de vestir: assim como no boneco que fez anteriormente, coloque a roupa interior, as calças e a camisa, o pulóver e o casaco. Para evitar enganos, coloque as meias dentro dos sapatos ou em cima destes para que ele as consiga identificar.

No caso dos sapatos, que também são difíceis de calçar, identifique-os para que ele perceba qual é o direito e o esquerdo (marque o interior de cada um dos pés de modo a que quando ele os calçar, os pontos fiquem unidos).  Para além disso, deverá utilizar materiais fáceis de calçar, como ténis com velcro.

Quando for comprar roupa para o seu filho, lembre-se que ele irá usá-la diariámente e, para vesti-la terá de ser simples, com botões grandes para que ele os agarre mais facilmente. Evite os colchetes e os fechos complicados, para além dos botões pequenos, difíceis de agarrar com aqueles dedinhos pequenos e pouco treinados. Outra opção para a roupa das crianças são os fechos em velcro, que são mais práticos de abrir e fechar. Lembre-se que se o fecho estiver nas costas, mais dificilmente a criança conseguirá fechá-lo. Escolha peças que se fechem à frente, pois a criança mais facilmente conseguirá vestir-se. No caso das meninas, o grande problema são os vestidos.  Ensine-lhe e treine com ela a forma de os vestir, provavelmente assistirá a algumas "guerras". Para elas, vestir primeiro a cabeça ou os braços é a mesma coisa, por isso, convém explicar-lhe a forma mais fácil de se vestir.

Ajudar sem magoar o ego
Aos 4 anos, as crianças acham-se capazes de fazer tudo e não aceitam tão bem a interferência dos adultos.
Então, a melhor forma de as ajudar é ser paciente e dar-lhe a entender que hoje ajudará para que amanhã ela consiga fazê-lo sozinha.  E acima de tudo, jamais deverá gozar da sua incapacidade para vestir uns simples calções. Use o carinho e o amor para chegar mais longe e ajudar o seu filho.

Espero que esta fase seja prazeirosa e de muita alegria, sem esquecer que os meninos nesta fase adoram vestir-se como os pais... com o meu filho ele perguntava-me quando eu sugerisse uns calções para o infantário se o pai também ia trabalhar de calções? É só uma fase linda e divertida e acima de tudo fácil de se ultrapassar.

A hora de ir dormir


Algumas sugestões para que a sua criancinha durma em paz e faça desse momento uma eterna alegria... Algumas vezes não acontece.. eu sei....


As "birras" antes de dormir

Até aos oito meses de vida, o bebê não precisa de grandes artifícios para adormecer calmamente. Mas, a partir desta idade, a criança começa a ter consciência da sua própria existência e a hora de ir dormir pode revelar-se um problema.

O porquê das "birras" antes de ir dormir
A partir dos oito meses de idade a hora de ir para a cama torna-se mais complicada do que até então. O bebê, que já tem consciência da sua própria existência, chora quando os pais tentam colocá-lo para dormir deixando-o sozinho no quarto.

A partir dos oito meses de idade a hora de ir para a cama torna-se mais complicada do que até então. O bebê, que já tem consciência da sua própria existência, chora quando os pais tentam colocá-lo para dormir deixando-o sozinho no quarto.

Os pais devem ter consciência de que estes choros não são simples birras ou caprichos, mas sim uma verdadeira angústia, uma vez que o bebê já tem relações complexas com os seus familiares e próximos. Qualquer separação, por muito curta que ela seja, é penosa para a criança o que é compreensível, uma vez que, na maior parte dos casos, ela está afastada dos pais durante grande parte do dia (porque estes trabalham) e não consegue entender porque é que tem de voltar a separar-se deles uma ou duas horas após a sua chegada.

Se os pais ou apenas um deles chegar mais tarde do que a hora de o bebê ir para a cama, ele fará tudo para ficar acordado, para adiar essa hora. A criança também já tem consciência de que os restantes familiares permanecem acordados depois de ela ir para a cama, suportando mal a ideia de não fazer parte do convívio.

O que fazer ?

A maior dificuldade que os pais enfrentam é a de conciliar a compreensão, que visa proporcionar à criança as trocas afetivas de que ela necessita, com uma determinada firmeza.
Convém que os pais estejam atentos à hora de ir dormir, uma vez que essa hora, que deve ser sensivelmente sempre a mesma, é aquela em que a criança melhor adormecerá.

Uma hora de dormir razoável é aquela que tem em conta o tempo que cada criança pequena tem vontade de passar cada noite com o seu pai e a sua mãe. Este é o tempo do reencontro, dos jogos, dos carinhos e do convívio, e nunca apenas a altura da refeição ou do banho. Não é muito grave deitar o bebê às nove horas, uma vez que ele vai poder dormir o tempo que quiser durante o dia.
Alguns bebês, quando o cansaço se manifesta, aumentam o seu nível de atividade e de nervosismo em vez de o diminuírem. É importante que os pais tenham consciência desta situação, de forma a interpretarem corretamente este estado de excitação. Para estas crianças, o final do dia deve ser especialmente calmo, podendo os pais, por exemplo contar uma história ao seu bebê ou optar pelo banho à noite, uma vez que este tem um efeito calmante rápido.

Para ajudar o bebê a enfrentar a angústia da separação característica desta idade, deve estabelecer-se um ritual do ir para a cama com tranquilidade e carinho.

Crianças e Birras


É algo que todos já vimos ou vivenciamos.


Algures na vizinhança, irá encontrar uma mãe ou um pai embaraçado fazendo o seu melhor para ignorar a criança ou para fazê-la parar De facto, as birras são esperadas nas crianças, particularmente nos dois anos de idade mas na primeira vez que a criança faz uma birra poderá ser algo doloroso para os pais, especialmente se tiverem na presença de visitas ou em público.


Então, qual a razão por trás disto? Por vezes, não há razões óbvias mas normalmente surge, quando as crianças se sentem frustradas ou zangadas. Tal como os adultos, as crianças pequenas também podem sentir frustração face às dificuldades para realizar determinada tarefa. Por outro lado, também ainda não conhecem nem dominam palavras suficientes para dizer exactamente aquilo que querem, poderão sentir-se cansadas ou não gostarem que lhe digam "não".


As birras, normalmente surgem por volta dos doze meses e começam a ser menos comuns por volta dos três, quatro anos, à medida que começam a aprender outras formas de resolver problemas.


Claro que, todos terão as suas personalidades e enquanto uns, serão naturalmente mais quietos e tranquilos, fazendo menos birras, outros terão um temperamento mais irrequieto, tendo birras com maior frequência. Estes, precisarão da ajuda dos pais para melhorar estes comportamentos.


Mas se, por um lado, as birras são geralmente associadas, tomando maior visibilidade, nos comportamentos disruptivos; por outro, também expressam a importante oportunidade para ajudar o professor ou a criança a lidar com a frustração e a zanga. Saber como lidar com as inevitáveis frustrações da vida e ter a capacidade de saber expressar o descontentamento de forma apropriada são bons indicadores para um adulto bem sucedido.


Uma birra poderá durar cerca de 20 segundos ou prolongar-se durante horas. Isto poderá incluir choros, gritos, "bateres de pé" e inclusive, deitarem-se sobre o chão. O desafio para os pais será lidar com as "birras" assim que elas ocorrem e ensinar à criança a acalmar-se rapidamente, pois reduzirá substancialmente a aflição, tanto da criança como a vossa.


Uma das melhores formas para evitar as birras, será ajudar a fazer diminuir as hipóteses destas ocorrerem. Na prática, em sua casa, tire fora do alcance das crianças as coisas onde não quer que elas mexam. Isto evitará que tenha que repetir "não" simultaneamente. Promova um ambiente no qual, o seu filho se sinta seguro e confortável, deixe-o saber em diversas alturas do dia o que está a fazer, assim como, o que planeiam fazer a seguir.


Também será uma boa ideia ter regras simples e realistas e manter uma rotina, tanto para as horas das refeições como para as de dormir. Gerir "birras", poderá implicar ter de ignorar o seu filho e afastar-se, caso veja ser seguro fazê-lo, até que a "birra" pare, elogiando-o logo de seguida. Este procedimento será mais efectivo para crianças abaixo dos dois anos de idade e será mais difícil mediante a presença de outras crianças ou visitas.


No caso de crianças mais velhas, será provavelmente melhor dar-lhes instruções claras: - "Pedro, pára de gritar imediatamente e fala como deve ser" - ajudará se tirar um tempo fora, aproveitando para reflectir. Quando recorrer a esta "técnica", de usar o "Time-out", ou seja, de dar um tempo, certifique-se de que a criança será retirada do lugar onde se deu origem a "birra" para um outro lugar sem estímulos (brinquedos, TV, etc.), para que a criança possa estar quieta ou reflectir por um minuto. Poderá ter de recorrer a esta técnica várias vezes até a criança aprender a lidar com a frustração.


Enfrentar estes comportamentos poderá levar algumas semanas de esforços combinados e aplicações consistentes da técnica do "Time-out", entre outras.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Lavar os dentes



Fazer a higiene da boca do bebé é muito importante, pois através deste procedimento é que criará o hábito de manter a boca limpa para o resto de sua vida. Quando ainda bebés os pais podem limpar as gengivas e em volta das bochechas com uma gaze enrolada nos dedos. Esses movimentos devem ser feitos de forma circular e bem suave, para não magoar a boca do pequenino. Assim que aparecerem os primeiros dentinhos, a criança poderá fazer o uso de uma escova de dentes, bem pequena e com as cerdas macias. Não terá dificuldades se tiver sido acostumada a esse tipo de higienização.
Os pais precisam participar desse momento, incentivando a criança, dando a atenção necessária. O correto é deixá-la manusear a escova, experimentar a sensação de colocá-la na boca, mas depois da divertida brincadeira, devem pegar a escova e fazer a limpeza correcta dos dentinhos de seu filho.

A escovação é importante desde a primeira infância

Conversar com os pequeninos sobre a importância de se limpar os dentes é uma boa forma de explicar que existem bichinhos que comem o restinho da comida e alguns pedacinhos dos dentes também.
O exemplo dos pais serve ainda como um estímulo para que as crianças criem o hábito de escovar os dentes. Elas gostam de imitar as atitudes dos adultos e se comparam muito aos mesmos, imitando seus gestos, gostos e atitudes. Brincar com a criança, deixando-a escovar os dentes dos pais, também é uma forma atractiva de chamar-lhe atenção para a importância deste hábito.
Outro factor que deve ser considerado é de que as pastas de dentes, bem como as escovas, devem ser adequadas para a faixa etária.
O certo é usar cremes dentais infantis e escovinhas, pois estes possuem atractivos para chamar a atenção dos infantes.

By Jussar de Barros (Psicóloga)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A música e as crianças

Que benefícios tem a música?

Acalma, educa, relaxa o q faz?

Vários estudos confirmam a importância que a música tem para o bem estar do bebé, desde quando ele ainda é um feto e está no ventre da mãe. A música traz tranqüilidade para a mãe e para o bebê, introduzindo-o na sensibilização aos sons, desde muito cedo.

Não dá pra imaginar um mundo sem som e se pararmos para analisar, quase todos os sons que ouvimos durante o nosso dia, são como instrumentos musicais tocando alguma melodia: os pingos de uma torneira, os trovões, a chuva, as cigarras cantando lá fora, o arrastar de um chinelo ao andar, as ondas do mar explodindo na praia e tantos outros.

Fazer as crianças imitarem com a boca, os sons dos objetos e do que está ao seu redor, faz com que ela tenha maior obervação sobre o mundo em que vive e desenvolva desde cedo a sensibilidade para a música.

A música tem ainda, o dom de aproximar as pessoas. A criança que vive em contato com a música, aprende a conviver melhor com as outras crianças e estabelece um meio de se comunicar muito mais harmonioso do que aquela que não convive com a música.

A música ainda beneficia a fala, através das músicas infantis como "roda-roda", "o sapo não lava o pé" e outras, onde as sílabas são ritmadas e repetitivas, fazendo com que a criança entenda o significado das palavras através dos gestos que se fazem ao cantar. Portanto, a criança alfabetiza-se mais rápido.

A idade ideal para aprender um instrumento musical, é a partir dos 5 anos, quando a criança começa a ser alfabetizada.

Os pais não devem jamais impor o aprendizado, nem muito menos escolher o instrumento que a criança deverá tocar. A escolha deve ser sempre da criança, assim como a manifestação na vontade de aprender um intrumento.

O poder de concentração que a música traz para a criança é um dos grandes benefícios em introduzí-la desde cedo em algum instrumento. Outro fator importante é que a música é pura matemática e certamente aqueles que a estudam desenvolvem maior capacidade de aprendizado nessa matéria

Fonte: Conservatório Musical Heitor Villa Lobos, de Santos
Diretora: Maria Conceição Domingues Teixeira
Profªs: Marisa de Campos Monteiro e Alice de Freitas Tabayares Garcia


De cantar quem não gosta?

Cantar é um bom passatempo para distrair e acalmar as crianças.

Algumas sugestões:

A mãezinha leva já. A
Belo leite com café. E
Para a merenda da Lili. I
Que esta em casa da vovó. O
A brincar com a lulu. UA, E, I, O, U.

Quiquriqui. Quem anda aí ?
Cocorocó é o galo só ?
Glugluglu vem também o perú.

Bichinho gato, que comeste tu?
Sopinhas de leite, curucucu.

Surrubico, bico, bico. Quem tem deu tamanho bico?
Foi a velha chocalheira que come ovos com manteiga.

Os cavalos a correr, as meninas a aprender.
Qual será a mais bonita que se vai esconder à pia mais fria que houver na Santa Virgem Maria.

Varre, varre vassourinha se varreres bem dou-te um vintém,
Se varreres mal dou-te um real.

Salsa, pata. Rei, rainha.
Vai ao mar buscar sardinha
Para o filho do Luís que está preso pelo nariz.

São fáceis e encantadoras.